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INOVAR PARA SAIR DA CRISE

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Inovar para sair da crise

Em tempos de crise econômica mundial, o tema a ser tratado neste texto está cada vez mais recorrente nas conversas, na lista de angústias e na vida dos brasileiros. Mas a pane financeira que tem atingido o mundo não é a única crise que pode ter alcançado empreendedores. Costuma-se dizer que o proprietário de micro e pequenos negócios está em constante crise, pois os problemas que ele enfrenta não param. O funcionário de uma empresa, por exemplo, empenha-se para demonstrar bom trabalho ao chefe a fim de ser promovido. Quando o trabalhador vai para casa, no entanto, essa preocupação é adiada para o dia seguinte, no momento de bater o ponto. Já o dono do empreendimento dorme e acorda pensando na empresa, pois é dela que dependem sua família, sua equipe e os familiares dos seus empregados.

Entendendo a crise

As crises separam os fortes dos fracos: quem é forte torna-se ainda mais fortalecido e quem não aguenta o tranco não vê nenhuma outra saída senão fechar as portas do negócio. Apesar da palavra “crise” ser negativa, você, empresário deve fazer um esforço para encará-la como a oportunidade de realmente firmar seu empreendimento no mercado e torná-lo ainda mais competitivo.

A primeira dica para sair da crise é se antecipar aos momentos de dificuldade e capacitar-se de modo a suportar o rojão. Estar sempre atualizado sobre as novidades que envolvem seu produto ou serviço, procurar cursos de qualificação para você e seus funcionários e estar sempre atento a congressos e revistas especializadas são maneiras de evitar a crise.

Uma das crises mais comuns entre os empresários costuma ocorrer antes mesmo da abertura da empresa, no momento da escolha sobre qual ramo investir. O empreendedor deve perceber se seu foco está no “ter” ou no “ser”. Isso pode determinar se um negócio recém-nascido tem chances de sobrevivência. A pessoa relacionada com o “ter” é aquela que quer abrir um empreendimento rentável, não importa qual. Ela pensa mais no resultado do que no trabalho para conquistar os clientes e gerar lucro.

Vamos dar um exemplo prático: um candidato a empresário ouve dizer que padaria dá dinheiro. O personagem em questão nunca foi muito fã de pães ou da proximidade com o público, mas não pensou muito nisso antes de inaugurar a padaria. O empreendedor passou a entender que deveria acordar antes do nascer do sol para abrir as portas da loja e passar o dia inteiro no estabelecimento, pelo menos nos primeiros anos da empresa. Já nas primeiras semanas, todos os dias ao acordar, o empresário senta na cama, respira fundo e fica naquele dilema se volta a dormir ou encara a roubada em que se meteu. Em pouco tempo, a administração do negócio já passou para as mãos daquele cunhado desempregado e preguiçoso. A sentença de morte está dada. Logo a empresa vai à falência, e o empresário frustrado, ao encontro das dívidas.

O empresário bem-sucedido é aquele que pensa no “ser”. Isso quer dizer que ele sonha em se tornar dono de um negócio de ramo específico. O empreendedor empenha-se para exercer uma atividade com a qual tenha enorme afinidade. Se o personagem do exemplo anterior fosse apaixonado por padaria desde criança, é provável que a empreitada tivesse dado certo. Por isso, nada de se aventurar por empreendimentos que não lhe empolgam e não lhe dão sequer vontade de ir ao trabalho. Você deve estar sempre em busca da sua felicidade combinada com a sua realização profissional.

Lembre-se de que ninguém consegue ser criativo em uma profissão que não proporciona prazer. A criatividade é uma das melhores maneiras de vencer a concorrência. Nenhum empresário consegue ser inovador se não gosta do que faz e não busca adquirir mais conhecimento sobre a atividade exercida.

Escolhendo o sócio

Muitos empresários pensam que devem encontrar sócios semelhantes a eles, com habilidades, gostos e comportamentos parecidos. Na verdade, o Sebrae aconselha que você, empreendedor, busque parceiros com características complementares às suas e não similares. Se você entende de finanças, que tal buscar alguém que tenha habilidade para lidar com o público? Convidar parentes e amigos para formar sociedade pode ser muito perigoso, pois, geralmente, o dono da ideia do negócio não analisa se a boa relação pessoal que possui com essa pessoa será semelhante à relação profissional. Há muitos casos de irmãos que sempre se deram bem até decidirem abrir uma empresa juntos. As brigas determinam o fracasso do negócio.

Outro erro comum é cometido pelo pai que impõe aos filhos a obrigação de tocar o negócio da família. Se eles não têm afinidade com o negócio, todo o esforço certamente será em vão, podendo, inclusive, determinar o fim da fonte de renda da família. Por outro lado, se o filho apresenta tino para os negócios e gosta do ramo de atuação do pai, é possível que o empreendimento cresça ainda mais sob nova gestão. Os jovens dispõem de maior energia para buscar conhecimento e têm menos medo de se arriscar. Eles são mais flexíveis e acompanham bem de perto as tendências do mercado.

Como vencer a crise

Como sair da crise? Uma analogia interessante pode lhe apontar o caminho, empresário. Por que as pessoas recorrem a psicólogos? Porque os pacientes estão tão envolvidos com os problemas e viciados nas velhas práticas que não conseguem enxergar a saída. Nesse caso, os terapeutas conseguem analisar a situação à distância, de forma a enxergar melhor as falhas e o que pode ser corrigido. Essa relação paciente-psicólogo pode ser transportada para empresário-consultor. A crise cega o empreendedor para as oportunidades de inovar e de sair dos momentos de dificuldade mais fortalecido. Nessa hora, entra o consultor, que já “tratou” de muitos casos semelhantes e pode dar a solução com maior facilidade aos problemas encarados pelo proprietário de micro ou pequeno negócio.

Para superar a crise, tome uma atitude! Recupere o otimismo, busque reciclar-se quanto às novidades de mercado e peça os preciosos conselhos de consultores. A inovação pode surgir nos momentos de dificuldade. Aja com atitude e determinação!

Texto: Fernanda Peregrino

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